doação de sangue

Como uma doação de sangue pode ajudar diversas pessoas

Para contribuir com os estoques do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), a Portobello participa do Projeto Empresa Solidária. Este programa desenvolvido pelo centro de captação tem o objetivo de sensibilizar o setor empresarial sobre a importância da doação de sangue contando com a participação de funcionários. No dia 12 de fevereiro, a primeira turma de colaboradores fez sua doação (foto acima).

É comum que nos primeiros meses do ano os índices de doação de sangue diminuam. Isso porque somadas as férias de verão ao feriado de carnaval, muita gente deixa para fazer esta boa ação uma outra hora. Por isso, o Hemosc está em campanha para aumentar o número de interessados em fazer uma doação de sangue neste início de 2019. 

Os colaboradores da empresa abraçaram tanto a iniciativa que, em setembro de 2018, a Portobello recebeu do Hemosc o Selo Empresa Solidária. Todos os meses, a empresa organiza o transporte para que 10 colaboradores possam ir ao Hemosc de Florianópolis para fazer a doação de sangue. Estes funcionários integram o Programa de Voluntariado da Portobello.

A ideia do programa Empresa Solidária é a busca constante por doadores e multiplicadores do pensamento do quanto uma doação de sangue pode fazer a diferença dentro das organizações.  

Para participar, as empresas interessadas precisam se cadastrar no sistema do Hemosc. A partir dessa etapa, as companhias precisam desenvolver ações internas para buscar interessados em fazer doação de sangue. Além de reunir doadores, este programa ainda cria pessoas que vão difundir a importância da doação de sangue entre familiares e amigos. O famoso boca a boca gerando resultados!

 

Quem está apto para fazer uma doação de sangue?

De acordo com o Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples, rápido e totalmente seguro. No Hemosc, todo o processo leva cerca de 55 minutos. Isso inclui o preenchimento do cadastro, responder um questionário e passar por uma triagem clínica.

Logo em seguida vem a doação de sangue propriamente dita, que dura pouquinho: de 5 a 10 minutos. Por fim, o doador recebe um lanche, fica em observação durante algum tempo e só então é liberado.

doadores de sangue
Doações de sangue feitas por colaboradores por meio do Programa de Voluntariado da Portobello em 2018.

O doador não corre nenhum risco, porque nenhum material usado na coleta do sangue é reutilizado, o que elimina qualquer possibilidade de contaminação. Para doar, você precisa se enquadrar nos seguintes requisitos:

  • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até os 60 anos (menores de 18 anos devem possuir consentimento formal do responsável legal)
  • Pesar no mínimo 50 quilos
  • Não estar em jejum, mas também não ter ingerido alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação
  • Ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas que antecedem a doação
  • Apresentar documento de identificação com fotografia, emitido por órgão oficial

Segundo o Hemosc, a frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher. Isso porque os glóbulos vermelhos levam de duas a três semanas para se recuperarem após a doação e os estoques de ferro em se recompõem em 60 dias nos homens, mas levam de 60 a 90 dias nas mulheres em idade fértil por conta das perdas de sangue durante os ciclos menstruais.

 

Quantas pessoas uma doação de sangue pode ajudar

Em entrevista ao médico Drauzio Varella, a coordenadora do Hemocentro do Hospital da Universidade Federal de São Paulo Maria Angélica Soares explica que como não existe sangue sintético produzido em laboratórios, quem precisa de doação de sangue tem que contar com a boa vontade de quem se dispõe a dar.  

Segundo o Ministério da Saúde, uma doação de sangue, o que significa uma bolsa que tem de cerca de 450 ml do líquido, pode salvar até quatro vidas. Isso porque o sangue pode ser separado em seus diferentes componentes e usado em até quatro situações, de acordo com o tratamento necessário.

Maria Angélica ainda detalha que o uso da bolsa plástica de coleta de sangue – até alguns anos atrás o sangue era coletado em frascos de vidro – passou a permitir que o sangue fosse dividido em porções de acordo com a finalidade a que se destinam.

Neste processo, são separadas primeiro o concentrado de hemácias, ou seja, os glóbulos vermelhos, o mais conhecido entre todos os componentes. Esta parte serve para tratar pessoas com anemia, que sofreram acidentes ou passaram por cirurgias.

Após esta parte, é a vez do concentrado de plaquetas, as células sanguíneas que fazem a coagulação do sangue. As plaquetas são essenciais para quem está em tratamento de câncer, quimioterapias e transplantes, principalmente naqueles de medula óssea.

Outra parcela do sangue é o plasma, que compõe 55% da parte líquida do sangue e ‘carrega’ os nutrientes pelo corpo. Embora menos utilizado, é fundamental para alguns problemas de coagulação. O quarto componente é o crioprecipitado, usado em casos de sangramento ativo ou preventivo procedimentos invasivos como hipofibrinogenemia ou disfibrinogenemia, deficiência de Fator XIII da coagulação, entre outros.    

 

Um outro tipo de doação que pode salvar vidas

A doação de medula óssea também pode ajudar a salvar muitas vidas. O doutor Drauzio Varella esclarece que a medula óssea é formada por tecido gorduroso no qual são fabricados os elementos do sangue como hemácias ou glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas e não deve ser confundida com a medula espinhal, que faz parte do sistema nervoso central.

Em alguns casos, a medula óssea pode não funcionar direito e parar de produzir células do sangue. É o que acontece quando o paciente é sofre de doenças como leucemias originárias das células da medula óssea, linfomas, doenças originadas do sistema imune em geral, dos gânglios e do baço, e anemias graves (adquiridas ou congênitas). A medula ainda pode ser destruída por completo durante o tratamento de determinados tipos de câncer.

Para ajudar pessoas com este tipo de necessidade e se transformar em doador de medula, é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade e comparecer a um hemocentro para se cadastrar. Nesta fase, são coletados 5 ml de sangue para realização da identificação do sistema antígeno leucocitário, o HLA de baixa resolução, que é um exame de laboratório para identificar a característica genética.

Este resultado é adicionado ao Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e pode ser consultado para salvar a vida de pacientes do mundo todo.  

Ficou interessado em fazer sua parte? Faça parte do Programa de Voluntariado da Portobello!


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