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Outubro Rosa: 5 coisas que você deve saber sobre câncer de mama

Estamos no mês de conscientização para o combate ao câncer de mama. Iniciado na década de 90, nos Estados Unidos, o movimento Outubro Rosa chegou ao Brasil nos anos 2000 e, desde então, a campanha é uma das mais importantes na difusão de informações sobre prevenção e tratamento da doença.

E você, o que conhece sobre o Outubro Rosa e o câncer de mama? Veja abaixo 5 coisas que você deve saber sobre a doença:

 

1 – Já diz o ditado: prevenir é melhor que remediar

Detectado em estágio inicial, o câncer de mama tem grandes chances de tratamento e cura. Médicos e especialistas indicam o autoexame das mamas, considerado um dos métodos mais eficazes de prevenção, já que a maior parte dos cânceres é descoberta pelas próprias mulheres.

Aliada à atenção ao próprio corpo, o Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre 50 e 69 anos de idade façam a mamografia (mesmo quando não há sinais nem sintomas da doença) a cada dois anos. Esse exame ajuda a detectar o câncer antes do surgimento dos sintomas. A Sociedade Brasileira de Mastologia indica que o procedimento seja feito mais cedo, a partir dos 40 anos.

Um dos principais pontos de divergência é biológico, visto que aos 50 anos, o tecido mamário é substituído por gordura e por isso a visualização de um eventual nódulo ou tumor se torna mais claro, diminuindo a possibilidade de falso-positivo ou falso-negativo.

Já as mulheres que estão dentro dos fatores de risco para o aparecimento da doença, como: obesidade e sobrepeso após a menopausa, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica, exposição frequente a raios-x, devem verificar com seu médico a periodicidade mais segura para a realização de exames de detecção.

Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:

– Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
– Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
– Alterações no bico do peito (mamilo);
– Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
– Saída espontânea de líquido dos mamilos;

 

2 – Nem todo caroço na mama é um câncer

Segundo especialistas, a maioria dos nódulos que aparecem nos seios são benignos. Eles são conhecidos como fibroadenoma ou cisto, que normalmente não necessitam de tratamento. Existem ainda os falsos nódulos ou cistos, em que o potencial de malignidade é nulo, já que o caroço não é nem mesmo sólido.

Entretanto, para ter certeza se o nódulo é benigno e não há motivo para preocupação, é preciso procurar um médico. Se encontrar algo anormal na mama, consulte um especialista.

 

3 – Taxas de incidência e chances de cura da doença

Uma das principais informações repassadas todo ano durante o Outubro Rosa é a probabilidade de incidência do câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), para o ano de 2018 foram estimados 59.700 casos novos, que representam uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100.000 mulheres. O câncer de mama também é o mais comum em mulheres de todas as regiões, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa a primeira posição.

Quando diagnosticado precocemente, a possibilidade de cura da doença é de 95%. Esse índice cai para 50% quando o câncer é diagnosticado em estágios avançados.

 

4 – Cada caso é um caso

Apesar de ser uma só doença, há diferentes diagnósticos para o câncer de mama. Por isso, o tratamento recomendado vai depender do estágio da enfermidade e do organismo de cada pessoa. Em relação ao tratamento, por exemplo, nem todos os casos demandam a retirada do seio. Há situações em que a mama não precisa ser retirada ou que apenas uma parte dela é removida. Somente o profissional que cuida do caso pode dizer com certeza qual o melhor tratamento a seguir.

 

5 – Antes e após o tratamento

O apoio da família e amigos é fundamental e contribui antes, durante e após o tratamento. Se você conhece alguém que enfrenta este desafio e não sabe como ajudar, talvez a melhor saída seja perguntar de que forma pode ser útil. A luta de quem passa pela doença é individual, mas a pessoa pode dividir esse peso com aqueles que ama.

Além disso, há sites de institutos e ongs que podem fornecer diversas orientações sobre o assunto.

 

– Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMANA).
www.femana,org.br

– Instituto Oncoguia. Programa de Apoio ao Paciente com Câncer (PAP) 0800 773 16666.
www.oncoguia.org.br

– Fundação Laço Rosa – www.fundacaolacorosa.com

– Associação Brasileira de Portadores de Câncer (AMUCC) – www.amucc.org.br – Fone: (48) 30257185

Também existem leis que asseguram alguns direitos a pessoa com câncer. Como a Lei nº 12.802, sancionada em 2013, que garante às mulheres que se submetem à mastectomia (retirada de uma ou das duas mamas) o direito de ter suas mamas reconstruídas no mesmo ato cirúrgico.

É comum que o tratamento afete a autoestima dos pacientes, especialmente porque eles precisam conviver com as cicatrizes físicas e psicológicas vindas desse procedimento. Mesmo após o término e superação do câncer, a retomada de antigas tarefas pode não ser algo simples e cada pessoa irá enfrentar isso de uma forma, mas existem caminhos e alternativas para os obstáculos que ficam.

Ao refletirem sobre casos em que houve a necessidade de retirada dos seios, alguns tatuadores começaram a desenvolver um projeto especial de tatuagens para mulheres que tiveram que retirar as mamas devido ao câncer. As tatuagens têm ajudado para que elas tenham um novo olhar sobre suas cicatrizes. Esse é apenas um exemplo de que há sempre uma maneira diferente de olhar para os problemas.

Se você quer saber mais informações sobre o Outubro Rosa e o câncer de mama, acesse este post e depois compartilhe o que você aprendeu nas redes sociais. Assim, mais pessoas poderão conhecer um pouco mais sobre este importante tema.

 


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