Tratamento de efluentes industriais é essencial para o meio ambiente

Hoje, 22 de março, Dia Mundial da Água, separamos uma série de informações sobre as estações de tratamento de efluentes e como isso é feito na Portobello. 

Proteger o meio ambiente do impacto de atividades produtivas é dever de todas as empresas. Entretanto, atualmente, o que era obrigação – imposta por meio de leis – vem sendo tratado com mais responsabilidade e também com o desejo de contribuir com a melhoria da vida no planeta. Neste sentido, o tratamento de efluentes é uma das principais preocupações das empresas, mesmo quando estas ainda estão na fase de planejamento e implantação.

Além da preocupação ambiental, por conta da importância de se cuidar dos dejetos decorrentes de suas atividades, pequenas, médias e grandes empresas estão investindo cada vez mais em estações de tratamento de efluentes industriais. Tal prática, além de combater a poluição de rios e solos, também proporciona economia nos custos do uso de água potável, por exemplo, em suas atividades.

A importância de se investir no tratamento de efluentes industriais

Além de impedir que resíduos industriais poluam cursos d´água e o solo, o investimento em tratamento de efluentes pelas empresas é importante porque:

– protege todo ecossistema (fauna e flora) ao redor da área onde a empresa está instalada;

– evita o aparecimento de doenças e pragas;

– o tratamento de resíduos resulta na despoluição de água, que pode ser reutilizada pela empresa;

– colabora com a economia de recursos do poder público na despoluição de rios, cursos d´água e solos;

– permite que resíduos sanitários e resíduos orgânicos de restaurantes, em estado sólido (lodo), possam ser destinados à compostagem e produção de adubos.

 

Saiba como funciona uma estação de tratamento de efluentes

 

O funcionamento de uma estação e os resíduos que voltam à natureza após tratamento devem seguir parâmetros e regras definidos pela Resolução 357 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Para obedecer a esses parâmetros, em geral, os efluentes passam por cinco fases de tratamento dentro das estações.

Primeira fase: é a de pré-tratamento, em que os efluentes passam por intensos processos de separação de sólidos. Nesta fase, as etapas principais são de gradeamento, em que são retirados sólidos de dimensões maiores; e de desarenação, em que são removidos todos os flocos de areia por meio de sedimentação.

Segunda fase: é a do tratamento primário, em que os efluentes passam por processos físico-químicos. Apesar de o efluente estar com um aspecto um pouco melhor após o pré-tratamento, as propriedades poluidoras ainda estão inalteradas e, por isso, os processos físico-químicos são necessários.

Terceira fase: é a do tratamento secundário, em que os efluentes passam por processos bioquímicos, que podem ser aeróbicos ou anaeróbicos. Nesta fase, o principal objetivo é a remoção da matéria orgânica dissolvida e da matéria orgânica em suspensão que não foi removida no tratamento primário.

Quarta fase: após o tratamento secundário vem a fase de tratamento do lodo. Este, nada mais é que o resultado da remoção da matéria orgânica contida no efluente. A finalidade desta etapa é reduzir o volume e o teor da matéria orgânica. O descarte final do lodo pode ser feito em aterros sanitários, junto com o lixo urbano, em incineradores e na restauração de terras. Neste caso, o lodo é útil por ser rico em matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e nutrientes, o que possibilita o seu uso na agricultura ou em reflorestamento.

Quinta fase: é a do tratamento terciário. Aqui, o efluente é transformado em água de reúso, que pode ser utilizada para lavagem de ruas ou rega de jardins, mas também pode passar por outro tratamento para ser reutilizado internamente, com fins não potáveis, contribuindo para a economia de água potável.

O tratamento de efluentes industriais dentro da Portobello

 

A Portobello possui duas estações de tratamento de efluentes provenientes de seu processo produtivo. Na Pointer, fábrica instalada em Alagoas, há uma estação. O circuito é totalmente fechado, o que significa que nenhum resíduo é descartado no meio ambiente.

Por conta disso, a empresa economiza no uso de água potável. A captação se dá em volumes bem menores e serve apenas como reposição de perdas por evaporação de água do processo produtivo e para o abastecimento de banheiros, refeitórios e laboratórios.

Em 2017, captou-se 398.095 m³ de água, dos quais 10,3% foram utilizados para consumo humano como em banheiros e refeitórios, foram tratados e lançados no sistema pluvial. O percentual utilizado para fabricação (89,7%) permaneceu em circuito fechado e utilizado em sua totalidade.

Quer conhecer mais uma ação de sustentabilidade ambiental desenvolvida dentro da Portobello? Acesse o post que mostra como a empresa recupera paletes de madeira e evita a extração de árvores para a fabricação de novos equipamentos.


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