História inspiradora: arquitetura é usada para acolher e transformar vidas

No sábado, 07/10/17, com o local ainda quente e com as marcas do terror ainda muito visíveis, alguns profissionais visitaram pela primeira vez a Creche Gente Inocente e ouviram relatos de pessoas ainda em estado de choque. Apenas dois dias antes, a escola tinha passado por uma tragédia, quando um ex-funcionário invadiu o espaço, ateou fogo em professores, alunos e no próprio corpo, comovendo não só a cidade de Janaúba, no Norte de Minas Gerais, mas também todo o Brasil.

Segundo a arquiteta Isabella Rebello, na trágica manhã de quinta-feira, 05/10, as notícias chegavam em tempo real e muitos amigos, boa parte médicos, pegaram seus carros e equipamentos para ir até o local. “A energia de comoção e solidariedade estava só começando e, nesse momento, eu não sabia que entraria nessa corrente mais ativamente”, conta ela que, logo no dia seguinte, recebeu o convite para integrar o Grupo Amor Solidário, formado por Marcelo Torres, Mariana Romio, Guilherme Rodrigues, Jason Neto e Janice Gomes, responsável pela reforma da creche.

As tomadas de decisões iniciais deveriam ser imediatas, pois o tempo era curto para a intenção da equipe: mobilizar autoridades para dar a eles a permissão de, através da arquitetura, transformar totalmente o espaço para as crianças daquele lugar. “A arquitetura, inclusive, é capaz de educar, e isso é uma coisa maravilhosa. O que mais me orgulhou foi perceber que o bem ainda está dentro da grande maioria, muitas pessoas engrossaram o nosso coro ao aderirem quase que espontaneamente às demandas e aos pedidos de ajuda”, afirma Isabella.

 
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