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Zaha Hadid: conheça sua história e contribuição arquitetônica

Zaha Hadid é uma lenda da arquitetura mundial. Conhecida como “rainha das curvas”, ela é famosa por dar vida a projetos ousados em várias partes do mundo.

Hadid foi a primeira mulher — e também a primeira pessoa árabe — a receber o Pritzker, o “Nobel da arquitetura”. Sua obra é marcada por traços orgânicos e desafiadores: curvas que redefinem as interseções entre arquitetura, natureza e cidade.

Ela é a terceira profissional que aparece na nossa série de artigos sobre grandes arquitetos, que já falou sobre a obra de Le Corbusier e Lina Bo Bardi. Agora, inspire-se com a arte de Zaha Hadid!

O legado de arquitetura e arte deixado por Zaha Hadid

Zaha Hadid faleceu em março de 2016, aos 65 anos. Os obituários que circularam na imprensa nacional e internacional e os comentários de diversos colegas e admiradores deixam clara a dimensão do legado que a arquiteta construiu.

Rem Koolhaas, professor de Zaha na Architectural Association School of Architecture, em Londres nos anos 70, e posterior amigo e colega, ressalta que ela era “uma combinação de beleza e força”. Em entrevista à revista de arquitetura e design Dezeen, ele diz que Zaha possuía um “tipo raro de coragem (…) O que era muito importante, porque naquele tempo nós estávamos explorando novos modos de ser arquiteto”.

Segundo Koolhaas, também vencedor do Prêmio Pritzker e fundador do aclamado OMA (Office for Metropolitan Architecture), Zaha transcendeu as noções de arquitetura no Ocidente e conseguiu, com sua origem árabe, desenvolver “algo fundamentalmente diferente”, o que ele considera o maior feito da arquiteta.

The New York Times já inicia o obituário de Hadid ressaltando que suas “elevadas estruturas deixaram uma marca nos horizontes e imaginações ao redor do mundo e, no processo, reformularam a arquitetura para a modernidade”.

Em um ensaio por ocasião da entrega do Prêmio Pritzker a Zaha, o crítico e arquiteto Joseph Giovanni observa que “em um tempo, no começo dos anos 80, quando arquitetos estavam preocupados em manifestar o caminho da gravidade nos prédios, Hadid inventou uma nova física antigravitacional”. E completa: “ela suspende o peso da mesma forma como dramaturgos suspendem a descrença”.

Ele destaca um dos trabalhos seminais de Zaha, o The Peak Leisure Club, projeto idealizado para um clube em Hong Kong. O desenho nunca foi tirado do papel, mas representa, nas palavras de Giovanni, “uma tese fundamental para a arquitetura, um inesperado precedente para o paradigma da Modernidade: da simplicidade para a complexidade”. The Peak é “tão original para a arquitetura quanto a escala cromática foi para a música um dia”.

The New York Times ainda afirma que a geometria, nas mãos da arquiteta, tornou-se “um veículo para novos espaços sem precedentes e de arregalar os olhos, mas também para ambiguidade emocional”.

Essa ambiguidade diz respeito ao modo como Hadid incorporava incerteza aos seus projetos — que, no papel, muitas vezes pareciam incompreensíveis para quem tentasse visualizar uma construção real. Os prédios construídos por ela, como o Centro Aquático de Londres, valorizam a grandiosidade e frequentemente são elogiados como “dramáticos” e “desafiadores”.

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A vida pessoal de Zaha

A infância no Iraque

No Dia das Mulheres de 2016, semanas antes da morte de Zaha, a BBC pediu a uma série de mulheres prestigiadas que escrevessem cartas para suas versões mais jovens. Zaha foi uma das convidadas e escreveu:

“Seu sucesso não será determinado pelo seu gênero ou pela sua etnia, mas apenas pela abrangência dos seus sonhos e seu trabalho para alcançá-los (…) Sempre acredite no seu trabalho — ele vai conduzi-la através de qualquer situação difícil, mas aprenda a ajustar seu modo de pensar uma vez ou outra. Nunca desista.”

Zaha Hadid nasceu em 31 de outubro de 1950, em Bagdá, capital do Iraque, em uma época na qual a cidade florescia cultural e economicamente antes da longa guerra contra o Irã, iniciada na década de 80.

O pai de Zaha, industrial educado em Londres, era um dos líderes do progressista Partido Nacional Democrático do Iraque. O projeto liberal do partido foi frustrado em 1963, quando o partido conservador Ba’ath assumiu o poder.

Segundo reportagem do Telegraph, um dos irmãos de Zaha afirma que o orgulho da família foi ter um dos únicos lares da cidade sem um retrato de Saddam Hussein na parede nessa época.

O gosto de Zaha pela arquitetura veio da infância, quando ela viajava pelo mundo com a família. “Meu pai fazia questão que eu visitasse todos os prédios importantes à vista!”, ela diz, em entrevista à revista Port.

Em outra entrevista, Zaha conta que, quando tinha seis anos, uma tia estava construindo uma casa no norte do Iraque. O arquiteto era um amigo próximo da família e mostrava os desenhos e modelos para a menina, que se encantou por essa arte.

Mesmo com origem muçulmana, Zaha foi educada por freiras em um colégio católico, de onde seguiu para Beirute para estudar matemática, e posteriormente para Londres a fim de estudar arquitetura.

Mulher, árabe e arquiteta

Apesar de Zaha declarar na carta para sua infância que o gênero e a etnia não definem seu trabalho, ela sempre ressaltou que ser mulher e árabe afetava sua carreira, positiva ou negativamente.

Em um ensaio para o The Guardian, ela afirma: “você não acreditaria na enorme resistência que eu encaro só por ser árabe e, ainda por cima, mulher. É como uma faca de dois gumes. No momento em que aceitam que eu seja uma mulher, o problema passa a ser minha origem árabe”.

Zaha nunca se casou ou teve filhos. Em uma entrevista, quando foi questionada sobre isso, explicou: “Eu não sacrifiquei minha vida privada. Não era uma questão para mim. Não foi uma escolha. Eu não acho que todo mundo precise se casar. Nem é obrigado a ter crianças se você não as quiser (…) Se tivesse sido com a pessoa certa e eu tivesse crianças, tenho certeza de que teria dado conta”.

Sem filhos, Zaha inspirou os sobrinhos. Uma delas, Rana Hadid, também se tornou arquiteta. Em um ensaio após a morte de Zaha, ela relembra o gosto da tia pelo trabalho em equipe: “ela nos ensinou que a vida é melhor quando você constrói pontes entre as pessoas, e não muros”.

As origens de Zaha foram evocadas em 2017 pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA, que substituiu quadros de Picasso, Matisse e Picabia por trabalhos de artistas muçulmanos em protesto contra as investidas do presidente norte-americano Donald Trump contra esses povos. Uma das pinturas do The Peak, trabalho pioneiro de Zaha, está entre as obras em exposição.

Os primeiros passos da carreira

A primeira formação de Zaha foi como matemática, na Universidade Americana de Beirute, no Líbano. Mas foi aos 22 anos, em 1972, que ela deu formalmente os primeiros passos rumo à arquitetura, na Architectural Association School of Architecture, em Londres.

A AA, como é popularmente conhecida, considera-se um centro experimental de arquitetura desde sua origem, em 1847. Foi nessa escola que Zaha conheceu dois professores com quem colaborou profissionalmente mais tarde: os renomados teóricos e arquitetos Elia Zenghelis e Rem Koolhaas.

Em seu discurso de aceitação do Prêmio Pritzker, ela agradeceu aos dois: “o entendimento e o entusiasmo deles pela arquitetura acenderam minha ambição, e o encorajamento deles me ensinou a confiar até nas minhas intuições mais estranhas”.

O envolvimento com o Suprematismo

Na AA, Zaha juntou-se a esses professores para estudar a arte de vanguarda russa, especialmente o movimento Suprematista da década de 20, dos artistas Kazimir MalevichEl Lissitzky. Para Zaha, a arte abstrata do Suprematismo “abriu a possibilidade de invenção sem limites”.

O fascínio pela arte de Malevich aproximou Zaha da pintura, e ela passou a considerar o pincel um instrumento arquitetônico, já que até então sentia-se limitada pelos sistemas tradicionais de desenho da arquitetura.

Um aspecto do Suprematismo bastante valorizado por Zaha é a utilização de camadas nas imagens. Ela conta ter tomado para si a tarefa de seguir com o projeto modernista, e prestou particular atenção a como a fragmentação, na arquitetura e na arte, é capaz de oferecer porosidade, em vez de fortificação.

Ela transformou composições abstratas de Malevich em projetos arquitetônicos na escola. A influência suprematista é clara em um dos projetos mais famosos da arquiteta, The Peak.

Em 1983, quando o projeto foi apresentado, muitos pensavam que ele fosse influenciado pelo uso de computadores, relembra o crítico Joseph Giovanni. Na verdade, ele aponta, o projeto é puramente uma revelação das influências artísticas de Zaha.

A tese de graduação de Zaha faz homenagem aos suprematistas desde o nome: Malevich’s Tektonik é o conceito e design de um hotel de quatro andares.

Mais sobre a influência do Suprematismo no trabalho de Zaha pode ser conferido neste minidocumentário da BBC.

Os trabalhos iniciais

Zaha trabalhou por algum tempo no Office for Metropolitan Architecture, importante estúdio de arquitetura e análise cultural que é bem ativo até hoje. Entre 1977 e 1981, ela colaborou com o escritório, fundado pelos professores que admirava durante o período na AA. A parceria foi proveitosa, como pode ser conferido nestes 14 desenhos de Zaha.

Um dos trabalhos mais interessantes da parceria entre Zaha, Elia Zenghelis e Rem Koolhaas é o projeto de ampliação do Parlamento Holandês, entre 1978 e 1979.

O projeto foi desenvolvido para um concurso de revitalização dos prédios que demandava uma reinterpretação profunda do espaço, que fica no centro de Haia.

A aposta do trio foi uma solução pós-moderna que combinava as ideias de cada um dos arquitetos, ao mesmo tempo independentes e integradas. O projeto não foi tirado do papel, mas permanece como um tratado do trabalho dessa equipe.

Foi na década de 80, quando fundou sua própria empresa, a Zaha Hadid Architects, que Zaha começou a receber o prestígio que, mais tarde, seria intrínseco ao seu nome.

Entre 1982 e 1983, ela idealizou o projeto The Peak, vencedor de um concurso para construção de um clube nos montes de Kowloon, em Hong Kong. Ela venceu, mesmo fazendo apenas cinco anos que havia concluído oficialmente a graduação em arquitetura.

The Peak toma as rochas ao redor do prédio como um elemento essencial da arquitetura e parece desafiar a gravidade. Apesar da aclamação do design, que continua sendo um dos mais lembrados da carreira de Zaha, o projeto nunca foi tirado do papel.

Antes que a construção pudesse começar, o cliente perdeu o terreno na época em que a Grã-Bretanha devolveu Hong Kong, até então uma colônia, à China. Assista a um vídeo imersivo que dá vida ao The Peak neste link.

Foi apenas em 1993 que o primeiro prédio projetado pelo escritório de Zaha foi construído. Após passar por um incêndio, o campus de design Vitra, na cidade alemã Weil am Rhein, precisou ser reconstruído. Uma década depois, foi decidido que também seria erguida uma estação do Corpo de Bombeiros no campus.

A escolhida para o trabalho foi Zaha. O projeto se ancora na linguagem desconstrutivista que já era marcante nos desenhos e pinturas da arquiteta. O prédio de concreto, estreito, revela características que acompanhariam Zaha por toda a carreira, como a sensação de instabilidade e dinamismo causada por suas linhas — que, nos projetos posteriores, tornaram-se curvas.

Atualmente, o prédio não é mais utilizado pelos bombeiros e tornou-se um museu de design de móveis.

A obra de maior destaque no mundo

É difícil apontar qual é a obra de maior notoriedade feita por Zaha. Ela construiu prédios em dezenas de países, e todos os projetos têm alguma característica marcante que mereceria destaque. O que mais esteve sob os holofotes nos últimos tempos é o Centro Aquático de Londres, construído para as Olimpíadas de 2012.

A inspiração para o desenho é a fluidez da própria água, tanto das piscinas quanto dos sete cursos d’água que passam pelo parque. E, claro, as curvas que Zaha adotou durante a maturidade da carreira.

O centro ecoa as principais preocupações arquitetônicas de Zaha: a utilidade para as pessoas que o frequentam e a integração com a cidade.

Ele foi projetado para comportar até 17.500 pessoas durante as Olimpíadas por meio de arquibancadas temporárias. Posteriormente, arquibancadas permanentes foram instaladas e, desde 2014, o centro está aberto a um público de até 2.500 pessoas.

Foram adicionados grandes painéis de vidro entre as arquibancadas e a cobertura curvilínea — o grande atrativo da obra — após as Olimpíadas.

As três piscinas (duas para treinamento e uma para os jogos) são dispostas longitudinalmente ao eixo da estrutura. Os seis trampolins de salto são feitos com o mesmo concreto da parte inferior da construção e se integram ao ambiente como mais do que peças individuais, mas uma parte estrutural.

Três pontos principais de concreto sustentam a estrutura. A quantidade reduzida de pontos é uma preocupação com o público, cuja visão para as piscinas se torna mais ampla e sem obstáculos. E, claro, contribui para a sensação de fluidez da construção.

A iluminação foi um desafio, devido à forma da cobertura, e precisou levar em conta até a transmissão televisiva dos Jogos Olímpicos e as necessidades dos atletas. Ela combina iluminação elétrica — fluorescente e de LED — e luz natural, tudo segundo estudos sobre o entorno das piscinas.

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Outras 3 grandes obras

Guangzhou Opera House

O teatro à beira do rio Guangdong (rio Pérola), na China, já foi destaque no blog.

Como em várias obras de Zaha, a inspiração para o projeto é a natureza. A arquiteta foi atenta à condição ribeirinha da construção e incorporou a ela elementos que remetem à topografia e à erosão dos vales fluviais. Os prédios tomam a forma de seixos à beira do rio.

Inaugurado em 2011, o projeto foi o vencedor de um concurso aberto em 2002. O escritório de Zaha concorreu com outros nomes de peso, como o próprio OMA de que Zaha fez parte.

Desde o concurso, a área vizinha já se expandiu bastante. Zaha previu isso e construiu as duas instalações — que somam 70 mil m² de área construída — de maneira que o espaço livre ao redor se incline levemente em direção a elas.

O auditório é revestido por painéis de gesso reforçados com fibras de vidro, o que privilegia um elemento caro à Zaha: luz natural.

O prédio maior comporta até 1.800 pessoas no auditório principal. Já o menor tem um espaço para ensaios capaz de abrigar até 400 pessoas. Além disso, o Guangzhou Opera House tem café, restaurante e um grande espaço para circulação.

As linhas assimétricas do projeto, outra marca de Zaha, também ajudam na acústica — essencial em uma ópera.

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Centro Rosenthal de Arte Contemporânea

Mais uma obra intercontinental de Zaha Hadid, o Centro Rosenthal de Arte Contemporânea fica em Cincinnati, Estados Unidos.

O centro original foi umas das primeiras instituições de artes visuais contemporâneas do país, e data de 1939. Em 1997, lançou-se um concurso para a construção de um novo edifício para o centro. O projeto de Zaha venceu quase 100 outras propostas candidatadas.

O conceito de Zaha era um “tapete urbano”, que se mesclasse ao cenário da cidade, ao mesmo tempo em que se destacasse arquitetonicamente. Antes, o centro ocupava o segundo piso de um empreendimento comercial.

Zaha projetou o novo centro de modo a aumentar a visibilidade do Rosenthal na cidade. O saguão envidraçado transforma o espaço em uma espécie de praça coberta.

Outro conceito que guiou a construção é o de “quebra-cabeça”. Para refletir a arte contemporânea exposta no centro, o próprio prédio é feito de grandes volumes de concreto de tamanhos diferentes, entre os quais há interseções e vazios que funcionam como um enigma visual.

Museu MAXXI

MAXXI, Museo delle Arti del XXI Secolo, é o primeiro museu de arte contemporânea de Roma. O desafio de Zaha Hadid, ao projetar o prédio em 1998, foi atender à demanda de uma cidade clássica em busca de modernização. Em 2010, ele foi inaugurado no bairro Flaminio, no norte da cidade.

A solução de Zaha é uma construção que vai além do conceito de objeto para depositar as obras de arte, mas um espaço para variados usos, dividido entre um museu de arte e outro dedicado à arquitetura.

Ela também pretendia que fosse um prédio sem distinções claras entre o que está “dentro” e o que está “fora”. O teto aberto inunda o espaço com luz natural, enquanto longas escadas pretas e curvilíneas, que contrastam com as paredes brancas, parecem estar suspensas.

Todas as obras de Zaha podem ser conferidas em detalhes no site oficial do escritório da arquiteta.

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A contribuição da rainha das curvas ao Brasil

A “rainha das curvas” percebe o paralelo de suas obras em relação ao trabalho de outro apaixonado pelas linhas curvilíneas e sensuais: Oscar Niemeyer.

“O mundo não é um retângulo”, sentencia Zaha em uma entrevista, “Você não vai a um parque e diz: ‘Meu Deus, nós não temos nenhuma quina’. (…) Nós não lidamos com ideias normativas e não construímos prediozinhos agradáveis”.

Ela chegou a visitar Niemeyer mais de uma vez no Rio de Janeiro.

Por ocasião da morte do arquiteto, em 2012, declarou à revista Azure que ele a “encorajou a buscar minha própria arquitetura de total fluidez. Muitos arquitetos experimentam com a forma, mas Oscar levou seu trabalho a um nível muito mais alto — usando todas as vantagens do concreto em lindas formas fluidas”.

Foi justamente para a cidade natal do carioca que Zaha projetou seu primeiro trabalho no Brasil — e na América Latina. O edifício residencial Casa Atlântica deve ser inaugurado em 2018, na Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana.

A moda brasileira também ganhou com o talento de Zaha. Um dos sapatos da coleção de verão de 2009 da marca Melissa foi assinado por ninguém menos que a arquiteta. O Melissa + Zaha Hadid é um calçado com o mesmo aspecto leve e curvilíneo da maioria dos prédios construídos por Zaha, mas ainda funcional.

Principais prêmios e homenagens

Zaha Hadid foi a primeira mulher a receber o maior prêmio da arquitetura mundial, o Pritzker. Desde 2004, data em que ela foi laureada, apenas uma mulher recebeu a honraria, em 2010 — a japonesa Kazuyo Sejima, que, mesmo assim, dividiu o prêmio com um colega homem.

Desde o início deste século, não houve sequer um ano em que Zaha e seu escritório não receberam pelo menos um prêmio, como você pode conferir nesta extensa lista de premiações.

Pessoalmente, Zaha recebeu uma das maiores honras do Reino Unido, em 2012. Ela foi declarada Dama da Ordem do Império Britânico, em lembrança ao seu legado na arquitetura. O título é o correspondente feminino a Sir.

Em 2008, ela ocupou a 69ª posição na lista da Revista Forbes das 100 mulheres mais poderosas.

Ela já foi laureada 19 vezes em várias categorias de um dos prêmios europeus de arquitetura mais importantes, o RIBA – da Royal Institute of British Architects.

Algumas polêmicas

A importância da obra de Zaha é incontestável. Mas a arquiteta não esteve livre de algumas polêmicas durante a carreira.

Um ponto frequentemente levantado por críticos é o custo elevado de muitas de suas obras. Uma das polêmicas mais recentes em que o escritório de Zaha esteve envolvido deve-se justamente a isso.

Em 2012, Zaha foi a escolhida para projetar o principal estádio dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que acontecem em 2020. Em 2015, porém, o governo japonês anunciou que o projeto seria abandonado porque os custos da obra de Zaha estavam altos demais. O projeto foi passado para o japonês Kengo Kuma.

Outra controvérsia ao redor do nome de Zaha é a acusação de que trabalhadores morreram no local das obras do Estádio Al Wakrah, construído no Qatar para a Copa do Mundo de 2022. Veículos da imprensa alegaram que houve centenas de acidentes com os trabalhadores durante a construção do estádio, mas Zaha refutou as acusações e processou os canais de mídia.

O legado deixado por Zaha Hadid é, ao final, de grandiosidade. Com seu fascínio pela arte abstrata, ela deu forma concreta a projetos arquitetônicos ambiciosos que têm a marca inconfundível da arquiteta. A história dessa grande mulher te inspirou? Compartilhe este post nas redes sociais!

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