Le Corbusier

Quem foi Le Corbusier e qual sua contribuição para a arquitetura?

Entre os arquitetos mais famosos e reconhecidos no mundo, o suíço Charles Edouard-Jeanneret-Gris destaca-se como pioneiro do movimento modernista e um dos principais influenciadores teóricos da arquitetura de todos os tempos.

Charles não ficou conhecido pelo nome, mas sim pelo pseudônimo, Le Corbusier. Polêmico, muitas vezes odiado e incompreendido, também foi idolatrado, sendo um dos primeiros arquitetos a se tornar celebridade — um starchitect, mescla de star (estrela) e architect (arquiteto).

Separamos as principais características do arquiteto e, ainda, fatos sobre a sua vida pessoal, obras mais importantes e influência na arquitetura atual. Quer conhecer mais sobre Le Corbusier? Não deixe de ler este artigo!

A influência de Le Corbusier na arquitetura

Le Corbusier foi muito mais do que arquiteto. Ele atuou também na área acadêmica e intelectual, aplicou seu conhecimento em diversas artes e deixou seus pensamentos registrados em publicações e artigos de revistas.

Para a arquitetura, deixou mais de 30 obras pelo mundo, importantes teorias e práticas avançadas, que até hoje guiam obras e projetos de urbanismo e paisagismo. O arquiteto é conhecido por elaborar processos de construção racionalistas e funcionais, além de desenvolver, por exemplo, táticas que possibilitam paredes mais leves por meio de técnicas modernas de concreto armado.

Le Corbusier utilizava referências estéticas e conceituais que ele reuniu em viagens por todo o mundo — principalmente Europa, América do Sul, África e Oriente Médio —, e as aplicava em suas obras, considerando o que ele acreditava ser mais apropriado e condizente com seus conceitos de arquitetura.

O planejamento urbano de muitas cidades europeias e africanas, como Argel, capital da Argélia, contou com a visão revolucionária de Corbu, que foi um dos primeiros a antecipar como o automóvel tomaria espaço nos centros urbanos e pensar a importância da orientação da engenharia e da arquitetura para aspectos naturais e para a integração com a natureza.

As características e vida pessoal do arquiteto

Charles Edouard-Jeanneret-Gris nasceu no dia 6 de Outubro de 1887, em uma pequena cidade suíça, chamada La Chaux-de-Fonds. O arquiteto viveu grande parte de sua vida na França, inclusive se tornou cidadão francês após o casamento, mas a sua cidade natal teve grande valor para o desenvolvimento de suas concepções arquitetônicas e da própria carreira.

La Chaux-de-Fonds está localizada a 10 km da fronteira da Suíça com a França e se tornou conhecida como a capital mundial dos relógios, uma vez que detinha cerca de metade da produção e exportação de todos os relógios produzidos no mundo, no início do século XX.

Le Corbusier teve muito contato com essa indústria durante a infância e adolescência. Foi justamente a produção industrial o primeiro fator que pode ter influenciado, ainda que indiretamente, sua percepção sobre a ação da arquitetura no cotidiano. Corbu definia uma residência como “uma máquina de morar”. Para ele, as máquinas apresentam uma função além da utilitária, passando a representar uma forma de expressão artística.

O segundo fator é que a cidade de La Chaux, anos antes de seu nascimento, tinha sido reconstruída após um incêndio devastar grande parte dos edifícios. O novo planejamento urbano propôs vias mais largas e uma disposição das ruas que privilegiasse a luz natural. Assim, as construções foram alinhadas para estarem mais expostas à radiação solar e continham grandes janelas, que facilitavam a entrada de luz.

Em contrapartida, anos depois, Corbu declara publicamente seu desprezo pela cidade natal.

O contato de Le Corbusier com a arte teve início quando o arquiteto completou 13 anos: ele entrou para uma escola de arte com o objetivo de se formar escultor e entalhador. Aos 15 anos, já demonstrava talento e recebeu um prêmio pelo desenho de um relógio.

Sua habilidade chamou a atenção de um de seus professores, que era formado pela Escola de Belas Artes de Paris. O professor, então, apresentou para Corbu a área de arquitetura.

O arquiteto franco-suíço se casou em 1930 com uma modelo francesa, Yvonne Gallis, passando a ser cidadão francês. Em 1940, quando Paris foi tomada pelos alemães, o arquiteto fechou seu escritório e se mudou para o sul da França. Os anos posteriores foram marcados por novos contatos no exterior, aumentando o prestígio mundial de Corbu e alavancando o movimento modernista.

Os projetos de reconstrução das cidades destruídas foram definitivos para a sua carreira, e de 1945 a 1949 ele atuou como consultor para tais assuntos. Seu reconhecimento como um dos arquitetos mais influentes aconteceu apenas na fase final de sua vida, entre 1950 e 1965, ano de seu falecimento.

O início da carreira profissional

O primeiro projeto registrado do arquiteto é a casa de um fabricante de relógio.

Após inaugurar essa nova jornada, escolhendo a arquitetura como profissão, Corbu inicia uma série de viagens para cidades europeias, começando pela região da Toscana e passando depois por Budapeste, Munique, Viena, Paris e outras. Em um dos relatos, Corbu comenta a “arquitetura humana” das celas dos monges em um monastério da Toscana. As viagens foram feitas em 1907 e, para o arquiteto, eram uma maneira de adquirir conhecimento.

Em 1908, o artista começa a estagiar em um escritório em Paris. Por dois anos, trabalha com os irmãos Perret, reconhecidos pelo pioneirismo e modernidade das construções de concreto armado, técnica muito utilizada em toda a sua carreira.

A partir de 1910, Corbu passa uma temporada na Alemanha, trabalhando como desenhista em um estúdio, tendo grande influência da construção moderna. Os próximos anos são de mais descobertas e aprendizados: o arquiteto viajou por grande parte da Europa Central e Oriental, com destaque à arquitetura clássica grega e às mesquitas de Istambul.

Entre 1912 e 1914, Le Corbusier participou de eventos da Escola de Chaux-de-Fonds como professor. Também projetou residências, uma cidade-jardim e a reconstrução de cidades francesas, que foram destruídas durante a Primeira Guerra Mundial.

No ano de 1917, o arquiteto se muda definitivamente para Paris e se arrisca na pintura e em novos ofícios. Corbu fez associações com importantes figuras da época, como o pintor Amédée Ozenfant, com quem publicou o artigo “Après le cubisme” — importante crítica ao movimento cubista, valorizando a forma rigorosa de cada objeto e fundamentando o início da corrente purista.

O nome Le Corbusier começou a ser usado nessa época, na assinatura de seus quadros. O pseudônimo é derivado do sobrenome de seu bisavô, Lecorbésier.

A parceria com Ozenfant acarretou no lançamento da revista “L’Esprit Nouveau”, a qual se tornou um dos principais meios de atuação do artista, uma vez que o mercado de arquitetura estava em baixa e quase não havia encomendas e projetos. Ficou conhecido, portanto, pela vanguarda parisiense, mesmo sem muitas obras construídas. Tal reconhecimento possibilitou alguns projetos, a maioria casas de campo, restritas à elite francesa.

Corbu ainda lançou um livro, publicado em 1923, “Vers une Architecture” (“Por uma arquitetura”), no qual aborda 5 pontos e fundamentos que são as bases do movimento modernista.

Aos 35 anos, se associa a seu primo, Pierre Jeanneret, e, juntos, montam um escritório de arquitetura, tendo oportunidade de explorar os conceitos e as ideias desenvolvidas por anos (principalmente o conceito de casa como “máquina de morar”). O trabalho desenvolvido no escritório, em meados dos anos 30, rendeu muitos projetos na Europa e fora, como na África e América do Sul, inclusive no Brasil.

Suas principais obras pelo mundo

O arquiteto deixou pouco mais de 30 obras construídas pelo mundo. Entre elas, cerca de 17 estão incluídas na lista da UNESCO de Patrimônios Mundiais da Humanidade. As mais importantes são:

1. Unités d’Habitation

Localizado em Marselha, na França, essa obra é um dos exemplares que formam um conjunto de edifícios modulares que fazia parte do projeto de reconstrução do país após a Segunda Guerra Mundial, acrescido de um exemplar em Berlim, na Alemanha Oriental.

O primeiro e mais famoso edifício é o de Marselha e foi construído entre 1947 e 1953. A importância do projeto é percebida pela inspiração em uma das obras mais famosas: Ville Radieuse (Cidade Radiante). O arquiteto refletiu seu sonho de construir espaços que conseguissem integrar o ser humano à natureza e ao meio, o que era considerado por muitos uma utopia.

A cidade foi pensada seguindo o padrão do corpo humano, formado por construções em blocos, com livre circulação no andar térreo e espaços verdes em volta. O desenho constituía linearmente o formato de um corpo humano: coluna, membros e cabeça — conceito proposto pelos estudos de Corbu acerca das proporções do corpo humano e do Modulor.

O Modulor, uma das contribuições de Le Corbusier, é um sistema que referencia as medidas modulares com base nas proporções de um indivíduo de 1,83 m — altura média observada em estudos da época por todo o mundo. O sistema visava fugir dos modelos de medidas comuns e era fundamentado em outras teorias, como a proporção áurea e a sequência de Fibonacci.

O cenário econômico e social como consequência da guerra exigiu que as construções fossem mais “brutas”, utilizando materiais mais simples, baratos e resistentes, como o concreto. O movimento deu início à arquitetura conhecida como brutalista, com traços simplistas, construções em bloco e com capacidade de suprir as necessidades sociais.

2. Villa Savoye

O desenho modernista e as janelas em formato de fita são características marcantes da casa, construída em 1929. Projetada nos moldes do conceito de casa como máquina de morar, não chegou a exercer essa função. Foi usada no período da guerra pelo exército alemão e, posteriormente, pelo americano, e foi deixada em ruínas até 1963, quando o governo francês a reconstruiu e a declarou como patrimônio arquitetônico.

As características arquitetônicas da construção seguem os 5 pontos propostos pelo arquiteto.

3. Pavillon Suisse

A obra, que em português significa Pavilhão Suíço, é um edifício da Cidade Universitária de Paris e foi construído para ser um alojamento de estudantes. Le Corbusier e Pierre Jeanneret enfrentaram uma série de desafios durante a construção, entre eles a dificuldade financeira da universidade, o terreno e as tensões entre a França e a Suíça.

O prédio surpreende pela modernidade e pelas características próprias, que também seguem os 5 pontos de Corbu. Com grande área aberta no espaço do térreo, em um efeito de flutuação, o edifício é cercado por jardins, concreto e estrutura com elementos pouco sofisticados.

4. Palácio da Assembleia

Uma das construções que mais se destacam fora do eixo europeu é o Palácio da Assembleia, localizado na Índia, em Chandigarh. A cidade foi redesenhada por Le Corbusier, contando com a ajuda de Jeanneret, e é o único projeto de urbanismo executado pelo arquiteto. O projeto começou em 1951 e foi até 1965, com sua morte.

A qualidade do projeto fascina, a arquitetura moderna é apresentada de diversas maneiras em jardins, avenidas largas e parques, incluindo características de outras artes, como a pintura e a escultura. Toda a cidade é subdividida em setores independentes, com infraestrutura própria. O acesso é facilitado e tudo está a 10 minutos a pé. E, ainda hoje, com mais de um milhão de habitantes, mantém infraestrutura capaz de atender às necessidades modernas.

Junto de outros edifícios simbólicos do governo, o Palácio da Assembleia compõe todo o paisagismo da cidade e é um edifício de concreto aparente com formas inusitadas. Grandes pilares integram a fachada e sustentam a calha em horizontal, o interior permite a adequação dos escritórios nas laterais do prédio para que o centro possa ser utilizado pelo público e a cobertura é acessível para todos, possibilitando contato com o exterior do prédio.

5. Capela Notre-Dame-du-Haut

A capela começou a ser construída em 1950 e foi terminada em 1955, em um sítio na França. Está localizada na colina de Bourlémont, em Ronchamp, sobre ruínas de um santuário medieval destruído em 1944.

O início da parceria entre o arquiteto e os fiéis que encomendaram a capela foi reportado como difícil. O motivo foram as divergências ideológicas, já que o arquiteto era ateu e tinha ideias modernistas, e o clero possuía convicções opostas ao proposto. O arquiteto, depois, é autorizado a compor a obra da maneira que desejasse.

A capela é formada por um salão principal e três câmaras mais reservadas e um altar no exterior, além de coletores de água, devido à escassez da região. As formas retas e circulares se completam em um exterior de concreto com tons escurecidos e em um interior naturalmente iluminado.

O portfólio de Corbu é composto por outras obras envolvendo edifícios religiosos, como o convento de Sainte-Marie-de-la-Tourette e a igreja de Saint-Pierre de Firminy.

6. Villa Roche

A residência foi projetada para um banqueiro suíço, Raoul La Roche, e serviu como espaço de exposições e galeria em Paris. A estrutura apresenta um formato diferenciado, como se fosse um agrupamento de estruturas distintas unidas por rampas, escadarias e terraços.

O uso de muitas cores no interior é descrito por Corbu como “Corbusier color-space”: tons como azul, cinza, vermelho e turquesa em conjunto com o branco, presente em todo o espaço, interno e externo.

Corbu descreve a obra como “pitoresca, cheia de movimento, mas que requer uma clássica hierarquia para discipliná-la”.

O projeto com maior destaque

Ville Radieuse ou Cité Radieuse (Cidade Radiante) é o projeto que sumariza todos os elementos e ideais propostos por Le Corbusier, tendo em vista o contexto social da época em que foi apresentado. O projeto de paisagismo e urbanismo não chegou a ser concretizado, mas exerceu influência em outras obras e na atuação do arquiteto.

A proposta foi feita em 1924 e de forma ambiciosa, pois era o plano de uma cidade ideal para Le Corbusier. A cidade valoriza a livre circulação, espaços abertos integrados com a natureza, construções em blocos altos e o sistema modular.

O plano também foi publicado em um livro e não tinha como objetivo apenas a melhoria da qualidade de vida dos moradores, mas também o desenvolvimento de uma sociedade melhor. A cidade seria subdividida em áreas segregadas, com foco comercial, de negócios, de lazer e, por fim, residencial. Cada área foi projetada para conseguir receber certa quantidade de pessoas.

As residências, conhecidas como unités, seriam apartamentos pré-fabricados, distribuídos em edifícios nos bairros residenciais, funcionando como uma vila vertical. Espaços funcionais, como lavanderias, ficariam no piso térreo e áreas sociais, na cobertura. Os blocos seriam circundados por parques e áreas verdes, privilegiando a luz natural e o conforto.

Passagem pelo Brasil

A primeira passagem do arquiteto pelo Brasil foi em 1929, visitando as capitais, Rio de Janeiro e São Paulo. A viagem teve início em Buenos Aires, Argentina, e percorreu outras cidades da América do Sul.

O contato com o mercado e com profissionais estrangeiros se deu a partir da vontade do franco-suíço em focar projetos de paisagismo e urbanismo. Projetos residenciais, como a Villa Savoye, já o tornava reconhecido por arquitetos em todo o mundo e, para expandir os horizontes, o arquiteto se voltou para projetos de construção e reconstrução de cidades.

O mercado estrangeiro possibilitava maior contato com o que o arquiteto queria, assim ele participou de congressos e encontros internacionais e realizou projetos na Rússia e Suíça, por exemplo. O contato com a América do Sul foi uma grande oportunidade para impulsionar o salto na carreira.

Foi recepcionado por Victoria Ocampo, escritora argentina, e Paulo Prado, fazendeiro de café e escritor, influente na política brasileira. Poucos projetos residenciais foram discutidos ou propostos, não rendendo em oportunidades efetivas, devido às dificuldades pela distância e outros empecilhos. Corbu, então, teve grande participação em eventos e conferências da área, além de entrar em contato com arquitetos que já utilizavam referências modernas em suas obras.

Anos depois, com a criação do Ministério da Educação e Saúde Pública (MES) durante o governo Vargas, em meio a tramas e apoio do ministro, Lúcio Costa assumiu o projeto de construção da sede do MES, um dos ministérios de maior importância para o governo da época. Le Corbusier foi escolhido como consultor.

Corbu também foi chamado para o projeto do campus de uma universidade que o MES pretendia fundar, que serviria de modelo para as demais do país. No meio de mais confusões e disputas, o arquiteto foi contratado somente como conferencista em 1936.

Os dois projetos foram rejeitados pelas comissões designadas — apenas o projeto da sede do ministério se manteve, mas foi adaptado pela equipe de Lúcio Costa. A equipe contava com arquitetos ex-alunos da ENBA, entre eles Carlos Leão, Ernani Vasconcellos, Jorge Moreira e Oscar Niemeyer. Niemeyer foi escolhido por Le Corbusier para preparar alguns desenhos que serviriam para as demonstrações visuais das conferências.

Em 1962, Corbusier veio pela última vez ao Brasil, para conhecer Brasília e o plano urbanístico de Lúcio Costa, junto de exemplares de Niemeyer.

Sua contribuição para a teoria artística

As diversas publicações do arquiteto tiveram contribuição imensa para o campo teórico e são peças notáveis até hoje.

Os 5 pontos da Nova Arquitetura são princípios fundamentais para compreender as obras do arquiteto. Em 1926, na revista L’Esprit Nouveau, Le Corbusier publicou a forma final da teoria, composta pelos pontos: planta livre, fachada livre, pilotis, terraço jardim e janelas em fita.

De maneira resumida, a planta livre diz respeito à livre movimentação e possibilidade das paredes, que seguindo as técnicas construtivas do arquiteto, deixam de exercer função estrutural. Seguindo, a fachada livre, também devido à independência da estrutura, é um espaço sem impedimentos que pode ser projetado com vários arranjos.

O pilotis é formado pelo sistema de pilares sem impedimentos que permite a livre circulação no espaço térreo das construções, melhor visibilidade e sensação de segurança. O terraço-jardim é uma das formas de utilizar a cobertura, muitas vezes pouco aproveitada nos edifícios, além de reintegrar o espaço verde que foi perdido pela construção.

As janelas em fita são, talvez, a característica mais marcante, possibilitadas pela variedade de arranjos da estrutura. Podem seguir a orientação solar para melhor iluminação e aproveitamento da vista e da paisagem.

O livro já citado, “Vers une Architecture” (“Por uma arquitetura”), conta com outras publicações de grande importância para o campo. Entre eles, ensaios escritos por Corbu expondo teorias da ação da arquitetura, a visão do arquiteto sobre o modernismo e críticas à arquitetura da época, por exemplo.

O legado deixado para os profissionais da área

Arquitetos atuais são muito influenciados pela participação e influência de Corbu não só no campo prático da arquitetura, mas também em teorias e desenvolvimento de novas práticas.

Em suma, Le Corbusier pensava a arquitetura como elemento que auxilia a constituição social e que, por isso, deveria ter uma função prática e conjunta ao ambiente das cidades, envolvendo também o planejamento urbano e paisagístico do lugar. Acreditava que a arquitetura pode resolver problemas e melhorar questões sociais.

Além disso, ele desenvolveu uma série de técnicas construtivas com pilares de cimento armado, tirando a função estrutural das paredes e permitindo um interior adaptado para necessidades. Criou também o sistema de medidas proporcionais, Modulor, orientando obras e pinturas.

O resultado de todos os conceitos do arquiteto são obras que até hoje se fazem condizentes com o cenário, antecipando problemas como o grande número de automóveis, o crescimento das cidades e a integração com a natureza.

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