Muitas pessoas costumam reclamar do barzinho da esquina de sua casa, que está sempre cheio de gente, pessoas desconhecidas, muito barulho até tarde da noite e por ai vai. Toda vez que tem jogo de futebol, os torcedores se reúnem no bar da esquina de onde moro, e começa a festa! E também me incomodava e pensava dessa maneira até ler o texto da Jane Jacobs.

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Bares são ótimos para a segurança de ruas e calçadas e em consequência para o bairro e toda a cidade. Se o bar é famoso, pessoas de outros bairros passam a frequentar o local, além do público costumeiro. Isso faz com que a circulação aumente, mais pessoas ficam na rua até tarde da noite, mais olhos vigiam e menos delitos acontecem.
Segundo Jacobs “o requisito básico da vigilância é um número substancial de estabelecimentos e outros locais públicos dispostos ao longo das calçadas do distrito; deve haver entre eles sobretudo estabelecimentos e espaços públicos que sejam utilizados de noite. Lojas , bares e restaurantes, os exemplos principais, atuam de forma bem variada e complexa para aumentar a segurança nas calçadas”.
Esses lugares dão às pessoas (moradores e estranhos), motivos concretos para utilizar as calçadas. Fazem com que elas passem por locais que, em si, não têm interesse para uso público, mas são caminho para outro lugar e por isso se tornam frequentados e cheios de gente. Um comércio bem variado leva as pessoas a circularem por todo o local.
Geralmente os próprios lojistas e outros comerciantes costumam incentivar a tranqüilidade e a ordem, pois detestam que os clientes sintam-se preocupados com a segurança. Eles se tornam ótimos vigilantes das ruas e guardiões das calçadas. Outro aspecto que traz vida às ruas é a movimentação de pessoas indo trabalhar ou que estão a procura de locais para comer ou beber.
Todos esses aspectos costumam ser atrativos para mais pessoas, mais proprietários naturais das ruas, e mais segurança para onde você mora. Pense duas vezes antes de reclamar dos torcedores do bar da esquina!

Rua 24 horas de Curitiba, um ótimo exemplo.
Tá perdido? Não lembra dos outros posts? Nós facilitamos para você: Jane Jacobs Parte 1









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