Viva a Cidade – Parte 1

É comum pensar que ruas quase sem movimento de carros, um ou outro pedestre, são ruas tranquilas e seguras. Mas é muito pelo contrário. Ruas movimentadas, com pessoas de um lado para o outro, carros circulando, movimento intenso e com atrativos é que são as mais seguras.

No livro “Morte e Vida de grandes cidades norte americanas” Jane Jacobs comenta que a circulação das cidades, precisa dos “olhos da rua”, de “proprietários naturais”, que nada mais são do que as pessoas que moram ali perto e observam o movimento pela janela, do morador na sacada controlando a vizinhança, dos frequentadores de barzinhos e até mesmo desconhecidos que estão ali só de passagem.

Essas pessoas ajudam a manter a ordem e a segurança nas ruas e calçadas. Estas por sua vez, têm como função fundamental, manter a segurança urbana.

Um bom exemplo disso, acontece na cidade mais modernista do Brasil: Brasília! Justamente em um local com conceitos do modelo que Jacobs mais critica. Os blocos habitacionais das superquadras possuem no máximo 6 pavimentos. A razão disso é que a altura de 6 pavimentos é o máximo que um pessoa consegue manter contato visual e verbal com alguém que esteja no térreo. Uma mãe consegue controlar seu filho no parquinho, por exemplo. O térreo dos blocos é livre, o que permite uma circulação constante, e uma visualização ampla da totalidade do espaço.

Bloco habitacional de Brasília

Bloco habitacional de Brasília

No post de amanhã falaremos sobre a importância do comércio, de atrativos, lazer e mobiliário urbano. Atividades essas que trazem vida às ruas e calçadas e também a presença de pessoas que moram em outros bairros  e ajudam a manter a segurança.

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