Arquitetura sustentável: entenda a demanda por essa tendência

A busca por construções mais confortáveis e modernas indica uma vertente de projeto com escolhas sustentáveis e conscientes — isto é, com alternativas adequadas, que reduzam o impacto no ambiente e, ainda, garantam todas as qualidades que uma moradia deve ter.

Nesse contexto, a arquitetura e a engenharia oferecem opções inteligentes para substituir os materiais e as técnicas tradicionais, sem deixar de lado a estética e os traçados mais perspicazes.

Tendo em vista que a construção civil é uma atividade humana que afeta bastante o ambiente, gerando resíduos poluentes e gastando muitos recursos naturais, separamos algumas dicas práticas de como reduzir o impacto de obras e projetos. Acompanhe!

O que é a arquitetura sustentável?

A arquitetura sustentável é uma vertente que começou a ser proposta e desenvolvida nos anos 1970.

A partir daí, a busca por construções que contestem a ideia do projeto apenas como obra de arte desenvolveu também correntes teóricas e criou demanda para ferramentas e aparelhos que permitem esse tipo de edificação.

Em 1987, a ONU divulgou o relatório Brundtland, que estabelece a seguinte definição: “desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem a suas necessidades e aspirações”.

O documento foi o primeiro a contar com outros conceitos acerca de sustentabilidade, problemas socioeconômicos e ambientais, pensados em nível global. Tudo foi ponderado e discutido por cientistas e políticos em uma série de encontros por mais de três anos.

Hoje, o conceito já é bem elaborado e aplicado. Na arquitetura, são três pilares: a preservação ambiental, a viabilidade econômica e a valorização social.

Não há uma fórmula exata para combinar esses três elementos. O desenvolvimento do projeto baseado nessa ideia deve variar de acordo com as necessidades dos usuários, com a criatividade do arquiteto, com as possibilidades do meio e com o objetivo central da obra. Este último item diz respeito ao que o cliente entende como arquitetura sustentável e o que ele está disposto a adotar para seguir o conceito.

É dever do arquiteto — e do engenheiro, quando for o caso —, apresentar os diferenciais do projeto e as oportunidades que podem surgir, como a eficiência energética e hídrica, que reduz drasticamente os gastos mensais, além de aumentar a durabilidade da construção.

Arquitetura sustentável x ecológica

O conceito de arquitetura sustentável você já conhece, vamos apresentar agora a ideia de arquitetura ecológica, que expressa algo bem diferente.

A arquitetura ecológica também explora as técnicas construtivas para propor espaços mais conscientes. Entretanto, a sustentável sugere um cuidado a mais em relação à integração da obra com a natureza, uma vez que procura causar o mínimo possível de impacto.

As estratégias empregadas não prejudicam o meio ambiente e são associadas a soluções passivas, como uso de materiais naturais, resgate de técnicas mais tradicionais de construção e aproveitamento de recursos de outras obras.

A diferença se baseia na busca da arquitetura sustentável em promover o desenvolvimento social e avaliar a capacidade da construção de se manter em uso por um bom tempo, além de ser mais viável financeiramente e ecologicamente. Isto é, a arquitetura ecológica aposta em técnicas que podem ser mais caras, menos duradouras e menos prudentes.

Como aplicar no seu projeto?

A prática da arquitetura sustentável sugere algumas execuções específicas na obra. Por isso, selecionamos as características e as ações principais, considerando os impactos antes, durante e depois da conclusão do projeto. Confira:

1. Faça planejamento detalhado

Uma obra sustentável deve ter um planejamento bem elaborado para antecipar todos os eventuais pontos de atuação e possibilitar a redução significativa do desperdício.

Tudo deve começar pela análise da área, considerando o deslocamento solar, a ação dos ventos e as características do terreno (por exemplo: a região é urbana ou rural?).

Posteriormente, como em todos os projetos, o desenho deve ser pensado levando em conta as oportunidades que a própria natureza oferece, tentando reduzir possíveis impactos e já incluindo quais soluções poderão ser incorporadas.

Algumas dicas são:

  • aposte em ambientes abertos e integrados para diminuir a quantidade de material gasto e aproveitar melhor os recursos, como iluminação e ventilação;
  • crie espaços diferentes para chamar atenção de quem passa pelo local;
  • inove na busca por sistemas construtivos mais interessantes que a própria alvenaria.

2. Escolha os materiais de construção

Nessa hora, tenha em mente não só o processo de fabricação (que utilize matérias-primas recicláveis e mais conscientes), mas também a durabilidade, a resistência e o aproveitamento do material.

Os revestimentos, por exemplo, podem oferecer características que reduzem a necessidade de manutenção e troca de peças, além de gastar menos rejunte e não precisar de ceras. Os porcelanatos são ótimas opções nesse quesito.

Os tijolos ecológicos também estão sendo muito utilizados, são fabricados de maneira sustentável e garantem benefícios como: formato que facilita o encaixe, redução da quantidade de argamassa, maior resistência e isolamento acústico e térmico.

3. Evite o desperdício

Durante a execução das obras, acertar a quantidade adequada de material pode ser difícil, pois imprevistos e mudanças de planos são comuns.

Planeje muito bem todos os passos e aposte na tecnologia para fazer uma estimativa. Por exemplo, existem programas e simuladores online que permitem o cálculo exato de quantas latas de tinta ou peças de revestimento serão necessárias.

4. Pense nas melhores soluções para o dia a dia

As referências são infinitas, mas separamos as mais comuns, que podem ser aplicadas em praticamente todos os projetos.

A primeira ideia é a execução de estratégias verdes. Os jardins verticais e os telhados verdes são intervenções paisagísticas na estrutura da casa ou do prédio, por exemplo. Eles colaboram com o isolamento térmico, com a diminuição da poluição, com a proteção da fachada, com a retenção da água da chuva e ainda ajudam no combate aos efeitos de Ilhas de Calor.

Pensando na eficiência energética, painéis fotovoltaicos e para aquecimento da água são opções muito benéficas para aproveitar a energia vinda do Sol. Apesar de serem investimentos consideráveis, o valor é compensado em poucos anos, e há a possibilidade de vender parte da energia coletada, por exemplo.

Outra boa ideia é a implantação de equipamentos que recolhem a água da chuva. O sistema é composto de bacias coletoras — que podem ser instaladas no telhado ou nas calhas, por exemplo —, e outros equipamentos — que fazem a limpeza, descontaminação, armazenamento e distribuição. A água pode ser usada na lavagem de pisos e carros ou direcionada para descargas e sistemas de irrigação.

Aplicar materiais reciclados, recicláveis ou produzidos em projetos sociais, executar técnicas de ventilação natural, buscar matérias-primas regionais (que diminuem o gasto e o impacto com o transporte) e usar vidros duplos também são escolhas inteligentes. Considerar tudo isso faz uma diferença enorme para o meio ambiente, além de possibilitar o desenvolvimento social de comunidades, economia e melhoria na qualidade de vida.

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